quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Autófago: o espectáculo onde o autor come a sua própria música


Considerado por especialistas e músicos como o compositor que melhor simboliza a nova geração de artistas mineiros, Makely Ka apresenta Autófago, o seu mais recente trabalho. 14 Novas músicas de autor onde ‘as canções estão ao serviço da poesia’, trazendo ao público um espectáculo arrebatador.

Autófago, (que significa ‘homem ou animal que se alimenta da própria carne’), desconstrói a sua própria autoria neste trabalho inter-textual e irreverente. Makely Ka promove um diálogo aberto com toda uma tradição de criadores da cultura popular brasileira como Itamar Assumpção, Paulo Leminski, Jorge Mautner, Torquato Neto, Tom Zé, Waly Salomão e Jards Macalé. A base musical de violões, baixolão e percussão cede eventual espaço para a intervenção de samples e programações, numa linguagem contemporânea e anárquica.

Poeta, músico e agitador cultural de Minas Gerais, Makely Ka é um artista que actua em diversas frentes, incorporando à sua produção uma componente crítica e reflexiva.
Neste álbum retoma o vigor no fazer poético-musical brasileiro, ultimamente esquecido e negligenciado pelos grandes meios: “Carrego no peito uma bomba atómica pronta para explodir o planeta, por isso não se meta”.

Autófago
Makely Ka
21 de Novembro, 21h30
Black Box| 1h30 min | M/16
10€ com descontos

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

O Homem Almofada, pelo Teatro del Noctámbulo e Susana Travassos com Duo Saraiva Murray esta sexta-feira no TEMPO


El Hombre Almohada, ou O Homem Almofada em português, é o nome da peça que sobe ao palco do Pequeno Auditório do TEMPO esta sexta-feira, escrita por Martin McDonagh, adaptada por Isabel Montesinos e dirigida por Denis Rafter para ser interpretada pelo Teatro del Noctámbulo, uma companhia espanhola, da cidade de Badajoz.

A peça conta uma história passada num estado totalitário sem nome, onde dois polícias, Ariel e Tupolski, interrogam o jovem escritor Katurian K. Katurian sobre uma série de crimes, cometidos por um malfeitor desconhecido, em que as vítimas são crianças que foram torturadas, assassinadas ou desfiguradas.
Inicialmente, Katurian não toma consciência de que ele é o principal suspeito, porque em tudo os crimes são idênticos às histórias por si escritas. Enquanto Tupolski, o polícia bom, e Ariel, o polícia mau, torturam barbaramente o escritor para que confesse os seus delitos, este insiste na sua inocência. Mas a certa altura, inesperadamente, Katurian dispõe-se a confessar tudo, na condição de que não destruam as suas histórias.

Influenciado pelo cinema de David Lynch, Martin Scorsese e Quentin Tarantino, o autor de Pillowman, o irlandês Martin McDonagh trata nesta peça o horripilante humor negro herdado de Eugène Ionesco, Harold Pinter e David Mamet com grande perspicácia. Em todos estes mestres do género há figuras redentoras ou noções do bem, mas em O Homem Almofada só existe o ‘mau’ e o ‘pior’. Martin McDonagh, aos 38 anos, é considerado um génio do teatro contemporâneo e um rei do humor negro.

O Homem Almofada
de Martin McDonagh (versão Isabel Montesinos)
Teatro del Noctámbulo
20 de Novembro, 21h30
Pequeno Auditório | 1h30min | M/16
10€ com descontos





Logo depois de O Homem Almofada, Susana Travassos e o Duo Saraiva-Murray convidam à subida ao Café-Concerto do TEMPO para um espectáculo de homenagem a Heitor Villa-Lobos. Propondo o intercâmbio cultural, a miscigenação artística e a fusão entre universos distintos e ao mesmo tempo tão próximos como acontece com Brasil e Portugal, o grupo utiliza como ponto de partida o inconfundível sotaque português de Susana Travassos para reinventar de forma peculiar e original o expressivo trabalho de Heitor Villa- Lobos.

Susana Travassos nasceu em Vila Real de Santo António e é mais uma cantora portuguesa a impor-se além-fronteiras, designadamente no Brasil, onde a sua voz e presença em palco têm feito furor e cativado os compositores daquele país.

Susana Travassos e Duo Saraiva-Murray
20 de Novembro, 23h00
Café-Concerto | 1h15min | TI
Entrada livre

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Espelho do Gesto - Workshop de Dança Indiana


O workshop Espelho do Gesto permite abordar a técnica de Bharata Natyam (Dança Clássica da Índia) com uma abertura de espírito que permitirá ao participante enriquecer a cultura geral de dança e aperfeiçoar a sua técnica. Na Índia, bailar...ino e actor são designados pela mesma palavra. Os participantes iniciam-se assim no trabalho de actor e intérprete através da arte do Bharata Natyam.

Este workshop será orientado pela bailarina Tarikavalli e apresentar-se-á em dois níveis: um primeiro dirigido a alunas de classes de dança de Portimão, visando a sua posterior participação no espectáculo Trimûrti ou Os Três Rostos, dia 14 de Novembro, e um segundo nível dirigido a pessoas interessadas em aprender esta técnica, não se exigindo que tenham qualquer experiência ou conhecimentos técnicos de dança.

Espelho do Gesto - Workshop de Dança Indiana
Dias 11, 12 e 13 de Novembro das 20h15 às 21h45
Sala de Ensaios
Inscrições na bilheteira do TEMPO | Preço: 25 euros
Limite máximo de participantes: 20 pessoas

Trimûrti ou Os Três Rostos - dança tradicional indiana no TEMPO


Trimûrti
Impessoal e inominável o Divino é, no Hinduísmo, ao mesmo tempo, único e múltiplo.
Ele manifesta-se, aos olhos dos homens, através de uma forma tripla, o Trimûrti, em que cada uma das suas facetas corresponde a uma das suas três funções cósmicas fundamentais.
Brahma é o criador, Vishnu o protector, Shiva o destruidor. E assim, de ciclo em ciclo, se criou o cosmos e se desenvolveu em toda a sua plenitude antes de entrar em declínio e de se extinguir a fim de que sobre as suas cinzas renascesse um novo mundo.
É através da evocação deste círculo eterno e em constante mutação que Tarikavalli decidiu prestar homenagem aos seus mestres recentemente falecidos: U.S.Krishna Rao e a sua esposa Chandrabhaga Devi. Tanto um como o outro eram bailarinos e coreógrafos indianos de um talento excepcional e foram pioneiros da ‘renascença’ do Bharata-Natyam, tendo aberto a sua própria escola, em Bangalore, em 1942.
Dando um especial destaque aos ritmos, o ‘estilo Pandanallur’ - que ambos ensinavam - alia a graça ao vigor e explora ao máximo o espaço cénico.
Neste espectáculo de memórias, Tarikavalli é acompanhada por quatro músicos vindos directamente de Bangalore e que foram formados por U.S.Krishna Rao, numa comunhão estreita entre a música e a coreografia. Bailarinas da escola de dança de Portimão abrem o espectáculo com uma coreografia que simboliza a transmissão de professores para os alunos da tradição da arte milenar do Bharata-Natyam.

Bharata-Natyam
Bharata-Natyam é um espectáculo de dança tradicional do Sul da Índia, caracterizado por linhas geometricamente perfeitas, por voltas e saltos e batidas dos pés que marcam ritmos complexos. À técnica pura, acrescenta-se o abhinaya: expressões da cara, acompanhadas por gestos das mãos e posturas do corpo.

Tarikavalli

Nascida em França e baptizada Maria, Tarikavalli tem origens portuguesas e é a única artista profissional portuguesa (é luso-descendente) que dança e ensina Bharata -Natyam.
Formada em Paris e na Índia, em dança clássica indiana, reparte a sua actividade artística entre Portugal e o seu país natal. O nome artístico, que significa ‘grinalda de estrelas’, foi-lhe dado pelos seus mestres indianos.

Trimûrti ou Os Três Rostos
Tarikavalli
14 de Novembro, 21h30
Pequeno Auditório | 1h15min | TI
10€ com descontos

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Couple Coffee - bossa nova no Café-Concerto


Couple Coffee é o casamento musical de Luanda Cozetti e Norton Daiello, artistas brasileiros residentes em Portugal. Ela faz tudo o que quer com a voz. Ele sola, acompanha, e mais do que isso: o seu baixo canta. Dessa alquimia resulta uma música espantosa, original e sofisticada. A comunicação com o público é imediata. Não há quem fique indiferente a tanto virtuosismo.
Até agora lançaram três CDs em Portugal. Em 2005, com a formação de duo, estrearam com o CD "Puro". Em 2007 ampliaram o projecto, convidando o guitarrista Sérgio Zurawski e o percussionista Ruca Rebordão para integrar o Couple Coffee & Band. Com esta formação gravaram os CDs "Co'as Tamanquinhas do Zeca!" (2007) e "Young and Lovely - 50 Anos de Bossa Nova" (2008).
www.myspace.com/couplecoffee

Couple Coffee
06 de Novembro, 23h00
Café-Concerto
Entrada livre

George Dandin - a nova criação da ACTA em estreia no TEMPO


Aparentemente trata-se apenas de uma hilariante comédia de costumes, cujo enredo assenta nos estratagemas de uma jovem mulher para ludibriar o seu marido. Dá-se, porém, o caso, de o enredo ter como pano de fundo o prenúncio da Revolução Francesa: portanto, não é uma mera comédia de costumes. Este aspecto, absolutamente fundamental, foi, na opinião da ACTA, o que levou Marx a estudar o texto de Molière, e a referi-lo como um documento exemplar no que respeita à análise da aliança de classes e também o que levou a ACTA a pô-lo em cena numa perspectiva de contemporaneidade no que se refere os seus conflitos internos.
George Dandin vive um drama interior e um drama social que o tornam ridículo, porque se deixou envolver por uma situação à qual não é capaz de se adaptar. É ridículo não como pessoa, mas como elemento desajustado duma estrutura em que entrou indevidamente, sem todo um ritual de iniciação ideológica e afectiva. A casa onde, na condição de trabalhador rústico se sentia bem e feliz, tornou-se atroz, não tanto pela ameaça de infidelidade de sua mulher Angélique, mas sobretudo pela impossibilidade de estabelecer relações de convivência que respeitassem a sua personalidade e os seus valores.
A sua tensão psicológica não é de um “marido enganado”, mas a de um marido confundido socialmente por ter feito um casamento desigual, de que já está profundamente arrependido, com uma mulher que não lhe pode pertencer, mesmo que tenha assinado uma acta matrimonial.
George Dandin assume um estatuto ideológico bem definido, tornando-se o personagem e o lugar de um conflito, de um processo levado ao palco, em que o público fará de jurado. Duas (o)posições sociais que se digladiam num espectáculo que dá mais para pensar do que para rir.

George Dandin
ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve
06 de Novembro, 21h30
Grande Auditório | 1h15 min | M/6
10€ com descontos

Hamlet Sou Eu - Shakespeare para escolas e famílias


"To dance or not to dance... It's not a question..."

Num primeiro momento, a história de William Shakespeare é contada por uma personagem que se identifica como sendo o autor da própria história. Esta personagem irá interagir com as crianças, guiando-as pela narrativa e propondo-lhes uma participação activa. Em formato de oficina, estabelece-se um desafio à descoberta e representação de possíveis ‘cenários’ teatrais para a história da peça Hamlet. Tudo termina com uma viagem ao palco, onde será feita uma leitura do espaço cenográfico do espectáculo Hamlet e, em conjunto, será recontada num momento lúdico de liberdade criativa.
A cada dia, cada pequeno grupo cria o seu próprio espectáculo a partir da peça de Shakespeare – um objecto teatral único e irrepetível – pondo em prática, num espaço cenográfico alheio povoado de códigos, onde os ‘actores’ são também criadores e público de si mesmos.

Hamlet Sou Eu
Teatro Praga
5 e 6 de Novembro, 09h30 e 14h00 - Escolas
7 e 8 de Novembro, 16h00 - Famílias
Black Box| 2 horas| dos 8 aos 12 anos
2.50€ / 5.00€

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

The Legendary Tiger Man apresenta Femina, o novo álbum


"The desire of the man is for the woman, but the desire of the woman is for the desire of the man.” Madame de Stael

Lucille não era uma mulher, mas uma guitarra que BB King incendiava com os dedos quando os blues queimavam. E Big Mama Thornton não era um símbolo sexual, mas cantava Hound Dog com mais cio do que Elvis. Mulheres e rock and roll. História antiga. E eterna. Novo capítulo: Femina, o novo álbum de Legendary Tiger Man , assombrado alter-ego de Paulo Furtado que desde 2002 explora as margens dos blues electrificados, com a guitarra encharcada num reverb que a atira para outro tempo.

Femina documenta muitos encontros. Com Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Lisa Kekaula (The Bellrays), Cláudia Efe (Micro Audio Waves), Phoebe Killdeer (Phoebe Killdeer & The Short Straws), Mafalda Nascimento, Cibelle e o Cais do Sodré Cabaret. Continua a ser uma one-man band, mas com muitas mulheres por companhia.

Femina
The Legendary Tiger Man
31 de Outubro, 21h30
Grande Auditório | 1h15 min | M/12
10€ com descontos

Tercer Cuerpo (La historia de um intento absurdo)


Em digressão mundial, a companhia argentina que em Março passado apresentou no TEMPO a peça A Omissão da Família Coleman, regressa com uma obra incendiária que retrata a solidão num escritório.

Tercer Cuerpo conta a história de um homem comum que vive de maneira absurdamente monótona e repetitiva a sua vida de funcionário público, cujos seus sonhos desfeitos e anseios são retratados com melancolia e humor.
Retrata um escritório no último canto do mundo onde nada se sabe em relação à complexidade do universo. Um lugar real – parafraseando Cesare Pavese – onde as pessoas são sombras; onde as preocupações e os segredos germinam para baixo. A partir desse lugar, Claudio Tolcachir imaginou o que se passaria se os universos se encontrassem, o que se sucederia se se iluminassem as sombras.
Uma obra em que Moni procura ajudar, ou melhor, organizar os restantes; Sandra deseja ter um filho; Héctor quer rejuvenescer; Sofía quer amar; e Manuel tenta fugir das suas confusões.
Um ambiente no qual os diálogos são cuidadosamente intercalados, os espaços sobrepõem-se claramente e o tempo conserva a sua complexa linearidade. Cinco personagens atropelados pela sua própria mente, pela rapidez das consequências, pelo carácter irreprimível dos acontecimentos. Em vários momentos, alternam-se monólogos em espaços distintos – no consultório, no bar ou na casa – que funcionam como pistas para o espectador. Por este motivo, a obra transporta-nos para dentro de uma visão omnipresente que potencia o seu ritmo.
Imiscuir-se num mundo onde a rotina e a frivolidade do escritório são mais do que a sua fachada, são o rosto que esconde tudo aquilo que pode mostrar o verdadeiro funcionamento (ou não-funcionamento). E é a partir daqui que esta construção mentirosa oscila desde a inoperância do um sistema obsoleto até à angústia das personagens cujo ritmo de vida não os deixa descansar.
Caos é a palavra que define este cenário e, contudo, os diálogos, as emoções, as reacções, cada um dos elementos postos em cena, cada um dos espaços imaginados são cautelosamente dispostos. Com um humor hilariante que desarticula a realidade para conseguir esclarecê-la, o espectáculo tem nuances dramáticas que captam uma e outra vez a atenção do público, com pequenos silêncios que demoram o suficiente para rir, acomodar na cadeira, e voltar a rir de novo.

Tercer Cuerpo
Timbre 4
30 de Outubro, 21h30
Grande Auditório | 60 minutos
10€ com descontos
*falado em castelhano, legendado em português

Melech Mechaya: os reis da festa e da alegria no Café-Concerto



Melech Mechaya é uma viagem festiva pela música klezmer, com uma sonoridade contagiante que une aromas árabes e ritmos ciganos à tradição judaica. Da Hungria a Israel, dos Balcãs a Nova Iorque, são festas e celebrações de público em pé e cadeiras vazias. Entre o riso e a dança, uma pândega não aconselhada a cardíacos!

Com origens no século XV, a música klezmer formou-se a partir do estabelecimento de uma forte comunidade judaica nos países da Europa central e de leste. Misturando aspectos da sua própria cultura com elementos dos países onde se instalavam, nomeadamente a música cigana, formou-se assim um estilo musical muito particular, frequentemente festivo e marcado em termos instrumentais pela forte presença do violino e da flauta ou, numa fase posterior, do clarinete.

É este estilo que serve de base ao repertório dos Melech Mechaya, uma das primeiras bandas portuguesas a pegar neste universo sonoro tão peculiar, o que lhes garante, desde logo, uma identidade muito própria no seio do nosso país.

Mas o que leva cinco rapazes portugueses, nenhum deles judeu, apesar de o clarinetista achar que teve um tetravô que o era, a escolher o klezmer, um género nascido há centenas de anos nas comunidades judaicas do centro e leste europeu, como a sua música de eleição?
Primeiro o acaso e depois uma paixão profunda por esta música antiga e estranha, por eles misturada com outras músicas de que também gostam. O guitarrista André Santos e o violinista João Graça, colegas no Conservatório Nacional, receberam de um professor um livro com temas klezmer, que foram depois incluídos em espectáculos do duo de chorinhos brasileiros que André partilhava com o clarinetista Miguel. E gostaram tanto desses temas - o tradicional Bulgar de Odessa ou Misirlou, tornado mundialmente famoso na versão de Dick Dale - que juntaram mais três amigos para tocar um reportório klezmer completo: João Graça no violino, Francisco Caiado na percussão e João Novais (aka João Sovina) no contrabaixo.
O primeiro ensaio, em Novembro de 2006, correu tão bem que - apesar de cada um deles ter outros projectos musicais e ter uma vida profissional activa (nos Melech Mechaya há um economista, um médico, um arquitecto, um biólogo e um professor de música) - logo se lançaram à aventura dos concertos.


Melech Mechaya
23 de Outubro, 22h00
Café-Concerto
Entrada livre

TODO O TEMPO É DE POESIA: Encontro com... Poesia Surrealista


"A canção é poesia ajudada" - Fernando Pessoa
Neste segundo encontro, Afonso Dias canta poemas de Luis de Camões, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Florbela Espanca, José Régio, Sophia de Mello Breyner Anderson, Miguel Torga, Natália Correia, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Zeca Afonso…

Encontro com... Poesia Surrealista
Afonso Dias
22 de Outubro, 22h00
Café-Concerto
Entrada Gratuita

O TEMPO continua à procura de móveis para a peça TERCER CUERPO


O TEMPO e a companhia argentina Timbre 4 continuam à procura dos adereços cénicos necessários à construção do cenário da peça Tercer Cuerpo, que estará em cena no palco do Grande Auditório no dia 30 de Outubro.

Se tem ou conhece alguém que tenha algum dos elementos necessários à construção do cenário, entre em contacto com a equipa do TEMPO.
A data limite para angariarmos os elementos cénicos necessários é o dia 20 de Outubro. Os móveis deverão ser o mais parecidos possível com os apresentados nas fotos.


1 Móvel baixo (88 cm x 40 cm x 76 cm) + 1 Candeeiro de pé


1 Estante de madeira (84 cm x 20 cm x 75 cm).


1 Secretária de escritório de madeira com tampo de fenólico (140 cm x 64 cm x 76 cm).


1 Secretária de escritório metálica com tampo fenólico (50 cm x 99cm x 75 cm).


1 Banco de madeira pequeno. Pode ser de qualquer cor (47 cm de altura).


1 Cadeira de vime para uma pessoa(54 cm de altura). Com almofada.


1 Cadeira de escritório com rodas.


1 Cadeira de madeira.


1 Móvel baixo, com gavetas de madeira no lado esquerdo (180 cm x 45 cm x 90 cm).


E ainda:

1 Estante velha de madeira de cor cinzento azulado (200 cm x 163 cm x 50 cm).
1 Estante de cor cinzento azulado (76 cm x 163 cm x 50 cm).

1 Estante velha de cor verde (120 cm x 200 cm x 36 cm).


Obrigada e participe!
A equipa do TEMPO

Contactos:
Direcção de Cena: 282 402 490, email:josefernando.almeida@teatromunicipaldeportimao.pt
Produção: 282 402 492, email: oficinadoespectador@teatromunicipaldeportimao.pt

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Escolas esgotam os espectáculos da Oficina do Espectador do TEMPO até Dezembro


A Oficina do Espectador, o projecto educativo do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão, conquistou definitivamente os professores e alunos das escolas do ensino público e privado do concelho de Portimão e arredores. Prova disso é o facto de todas as sessões dos espectáculos destinadas a este público já se encontrarem esgotadas até ao final deste ano.
Até Dezembro, o TEMPO vai receber crianças do ensino básico e secundário de todo o concelho e também de uma escola de Lagoa, transformando-se num espaço vivo e cada vez mais dinâmico, local de encontro das escolas e de partilha de experiências.
A Oficina do Espectador pretende ser um projecto onde crianças e adultos se transformam em espectadores mais activos, estimulando o sentido crítico relativamente às artes e ao mundo, organizando, para tal, neste último trimestre do ano, oficinas, ateliers, conversas e espectáculos cujo lema é “um espectáculo também se faz com o espectador”.
O arranque acontece já na próxima quinta-feira, dia 15 de Outubro, com a primeira sessão do espectáculo de teatro de marionetas e de objectos “Paisagens em Trânsito”, um projecto-satélite da Circolando, criado e interpretado por Patrick Murys. Depois de dois dias inteiramente dedicados às escolas, no fim-de-semana será a vez de as famílias poderem assistir a este espectáculo, contando com sessões no sábado às 21h30 e no domingo às 16h00.
Apesar de as sessões para as escolas estarem repletas, o TEMPO tem ainda bilhetes disponíveis para as sessões destinadas às famílias que desejem ocupar e partilhar os tempos livres de forma criativa, podendo, para tal, adquirir o seu bilhete na bilheteira do TEMPO de segunda a sábado entre as 14h00 e as 19h00 e em dias de espectáculo das 14h00 às 21h30, ou efectuar reserva pelo número 282 402 475.
Em 2010 o TEMPO dará continuidade ao projecto, prometendo manter a qualidade e criatividade das propostas.

Paisagens em Trânsito - projecto satélite da Circolando


Desenvolvendo as linguagens do teatro de marionetas e do objecto, do teatro físico, a temática do exílio surge neste solo como centro de interrogações.
No átrio de uma estação de comboios imaginária, há um homem carregado de malas. Viajante sem destino com uma história guardada na bagagem.
O comboio não chega. Desesperado, o homem abre uma mala atrás da outra, revelando pedaços da sua vida. Badalos, farda de combate, palha, terra, paisagens da memória aos poucos descobertas no fundo de cada mala.
A linha de comboio une as pontas à história. Começa no mesmo ponto onde termina. Pelo meio atravessa, invisível, o mundo interior do viajante. Será mesmo um viajante? O condutor do comboio? O guarda da estação? Personagens que nos ajudam a construir o nosso próprio comboio e seguir viagem.

Circolando
Circolando desenvolve a sua actividade desde 1999. A criação e difusão de espectáculos constituem os objectos nucleares do projecto. De modo complementar, promove também ateliers de formação em diversos campos artísticos. Recentemente, a realização e edição vídeo vêm abrindo novos campos de expressão e experimentação.
Em 2006, surgiu na Circolando a ideia de apoiar projectos da autoria de colaboradores regulares da companhia com quem existe uma profunda identificação artística. Este apoio reflecte-se a nível artístico com o acompanhamento à encenação e à dramaturgia, mas também a nível da produção, promoção e construção plástica. A estes projectos chamaram Projectos-Satélite e incluiu A Galinha da Minha Vizinha e, agora, Paisagens em Trânsito.

Paisagens em Trânsito
Circolando
15 e 16 de Outubro, 10h00 e 14h30 - Escolas
17 de Outubro, 21h30 e 18 de Outubro, 16h00 - Famílias
Black Box | 55 min | M/8
2.50€ / 5.00€

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Gonçalo Pescada - Solo Project


Em 'Solo Project' Gonçalo Pescada apresenta ao público várias itinerâncias, percorrendo no acordeão / bandoneon uma viagem por diferentes estilos musicais, realçando composições de grandes mestres da História da Música (Bach, Scarlatti, Vivaldi, Mozart, Rossini, Piazzolla).

Aclamado pela imprensa como “um dos maiores acordeonistas portugueses da actualidade”, Gonçalo Pescada é considerado um dos maiores talentos da sua geração.
Iniciou os estudos musicais aos 8 anos no Algarve e, posteriormente, continuou a sua formação em Lisboa (Instituto Musical Vitorino Matono), Castelo Branco (Escola Superior de Artes Aplicadas) e França (Centre National et International de Musique et Accordéon).
Entre outros, obteve o 1º Prémio no Concurso Nacional de Acordeão (Alcobaça, 1995) e o 1º Prémio no Concurso Internacional “Citá di Montese” (Itália, 2004). Recentemente, com o 1º Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril, Gonçalo Pescada viu a sua carreira tomar um rumo internacional, realizando recitais em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Bulgária.
Apresentou-se como solista com a Orq. do Algarve, OrchestrUtopica, Esart Ensemble, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmónica das Beiras, Orquestra Académica Metropolitana, Estoril Ensemble e Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção dos grandes maestros Cesário Costa, Michael Zilm, Nikolay Lalov, Susana Pescetti, Jean Marc Burfin, entre outros.
Foi convidado a participar em Festivais de enorme prestígio como o 33º Festival de Música do Estoril, Dias da Música em Belém 2008, 30º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim e 39º Sofia Music Weeks International Festival (Bulgária), apresentando-se em salas incontornáveis como o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Bulgária Hall e Queen Elizabeth Hall.
Tem gravado para rádios e televisões, destacando-se a RDP Antena 2, a RTP e a Rádio e Televisão Nacional Búlgara.

Gonçalo Pescada
Solo Project
09 de Outubro, 22h00
Café-Concerto
Entrada livre